Mais de 23 mil cestas foram entregues desde o início da missão
Cenas como essas se repetem, em média, 26 vezes ao dia na base aérea de boa vista. Desde que o governo federal decretou estado de emergência em saúde pública na terra indígena Yanomami, cabe às forças armadas o apoio logístico e ajuda humanitária na região, com apoio da polícia federal, Ibama e a fundação nacional dos povos indígenas.
Mais de 23 mil cestas foram entregues desde o início da missão. E ainda há mais de 7 mil em um galpão da Conab em boa vista aguardando transporte. A Funai aguarda apoio do ministério da defesa para aumentar a remessa.
Além do apoio logístico e humanitário, desde o dia 21 de junho, um decreto do governo federal determinou que exército, marinha e aeronáutica estão responsáveis também pelo combate a crimes ambientais na região.
Agora são quase 1.200 homens e mulheres das forças de segurança para a patrulha e repressão às atividades ilegais nos mais de 96 mil quilômetros quadrados de área da terra indígena.
O Jornal da Band sobrevoou o garimpo de Homoxi, desativado graças a ação das forças de segurança, e também a aldeia de Palimiu. Essa aldeia indígena serve como ponto de apoio, tanto para a entrega de mantimentos como também apoio logístico para as autoridades.
Isso porque ela fica às margens do rio Uraricoera onde é feito uma espécie de enforcamento da atividade garimpeira. E tem dado resultado. Há mais de 30 dias, a polícia federal não identifica nenhum novo foco de atividade ilegal na região, fato esse nunca antes registrado.
Denominada de operação ágata fronteira norte, a missão não tem prazo para terminar. Para o comando das forças armadas, o foco é eliminar toda a atividade ilegal e nociva ao meio ambiente na área e impedir que garimpeiros retornem.







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