O advogado Marcus Vinícius Furtado Coelho, de Brasília, é ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil nos anos de 2013 a 2016
Manaus – O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) encaminhou, nesta quinta-feira (23), requerimento à Comissão Especial que analisa o impeachment do governador Wilson Lima e do vice-governador Carlos Almeida Filho para saber a origem do custeio dos advogados de defesa, considerados profissionais de renome nacional.
“Nós estamos lidando com um processo de impeachment. Não podemos deixar de enxergar o momento que se vive no Amazonas, com a CPI da saúde mostrando escândalos; se o governador e o vice estão usando suporte financeiro do Estado para custear suas defesas. O vice-governador contratou um escritório jurídico de Brasília e o vice-presidente da OAB. Eu tenho certeza que esse escritório não é discípulo da Carla Pollake, ou seja, não faz de graça”, disse.
O (GDC) apurou que o governador Wilson Lima contratou o advogado Marcus Vinícius Furtado Coelho, de Brasília. Ele é ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil nos anos de 2013 a 2016 e ex-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB nos anos de 2016 a 2019.
O deputado fez o requerimento verbal logo após saber que o governador e vice apresentaram, nesta quinta, defesa prévia no processo que trata do afastamentos dos dois por má gestão dos recursos públicos que teria ocasionado o caos na Saúde do Amazonas.
“Eu quero que o governador e vice informem a essa comissão e a sociedade os referidos contratos e valores de quem está pagando a defesa do escritório de Brasília. O vice-governador recebe um pouco mais que a gente, paga aluguel, tem menino. Ou ele quebrou o porquinho ou é discípulo da Carla Pollake. Eu não acredito, porque escritório jurídico de Brasília não brinca não”, disse Wilker.
A presidente da Comissão e aliada do governo do Estado, deputada estadual Alessandra Campelo (MDB), disse ser contra o requerimento de Wilker. Ela afirmou que consultou a procuradoria e que o requerimento não podia ser apreciado pela comissão, mas que ia enviá-lo a mesa diretora.
“Ocorre que os denunciados têm, direito de ter advogados. A gente foge do objeto da comissão. Vou enviar a mesa diretora. Aqui é uma atividade fiscalizatória, não cabe a comissão, o intuito é outro. Vamos enviar a mesa diretora que vai avaliar o requerimento” disse Alessandra.
A comissão do impeachment do governador Wilson Lima e do Vice Governador Carlos Almeida, se reuniu na tarde desta quinta-feira (23), no plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), na zona Centro-Sul de Manaus.
O primeiro item da reunião foi a aprovação da ata da segunda reunião. O deputado Adjunto Afonso disse que a ata já estava prejudicada e que teria que ser refeita para ser apresentada em outra reunião. A deputada Alessandra Campelo, presidente da comissão concordou: “Caso até o fim da reunião chegue a ata corrigida, a gente pode fazer a aprovação. Porque vieram faltando o nome de dois colegas que estavam presentes e faltando o nome de um colega que não estava presente na reunião”, disse Alessandra.
No segundo ponto, foi discutido as defesas prévias do governador Wilson Lima e do vice-governador Carlos Almeida, ao relator do processo, doutor Gomes. “Nós recebemos no dia de ontem. A comissão recebeu o protocolo da Assembleia Legislativa, a defesa prévia do vice-governador. Essa defesa foi encaminhada aos colegas, assim como o link que dá acesso a defesa também foi encaminhado no grupo. Nós recebemos há 15 minutos, a defesa prévia do governador do Estado. Ela está sendo escaneada”, disse a presidente da comissão.
Alessandra pediu que os deputados analisassem as defesas prévias no fim de semana e que a próxima reunião seja na segunda ou na terça-feira. O prazo começa a contar a partir de amanhã e termina em 2 de agosto, prazo para a comissão e o relator debaterem e apresentarem o relatório. “São 10 dias para a comissão aprovar. Começa na sexta-feira e vai até o dia 2 de agosto. Nesse tempo, vamos avaliar apara apresentar o relatório final do processo. Pretendemos discutir e votar em uma única sessão”, afirmou Alessandra.
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