Ana Carolina disse: “As dores não são comparáveis. Mas elas são enormes, imensuráveis”
Na última sexta-feira (9), a mãe de Isabela Nardoni, Ana Carolina Oliveira, entrou em contato com o pai de Henry Borel, morto no dia 8 de março com apenas 4 anos.
Pelo WhatsApp, Ana Carolina, com mensagens apoio, prestou solidariedade a Leniel pela morte do menino. O contato foi feito um dia após a prisão de Monique Medeiros, mãe da criança, e do vereador Dr. Jairinho.
Em entrevista ao jornal Extra, o engenheiro Leniel Borel disse que Ana “escreveu coisas lindas” nas mensagens enviadas. Já em uma rede social, o pai de Henry desabafou na manhã desta terça-feira (13) dizendo que cada dia chega mais ao fundo do poço” e que as últimas notícias sobre o caso “têm acabado com ele”.
MÃE DE ISABELA
Em depoimento publicado nesta terça (13), na revista Piauí, Ana Carolina Oliveira comentou publicamente sobre o caso e disse que sentiu a falsa emoção de Monique enquanto assistia à entrevista dela e do Dr. Jairinho no Domingo Espetacular, transmitida no dia 21 de março.
As dores não sãocomparáveis. Mas elassão enormes, imensuráveis
– Quando vi uma entrevista da mãe e do padrasto do Henry para o Roberto Cabrini, na Record, senti algo muito estranho. Senti frieza, uma emoção falsa e versão combinada dos fatos. Naquele momento, pensei o pior mesmo e vi semelhanças com o ocorrido com a minha filha, Isabella. Por mais que as pessoas ensaiem, criando uma versão falsa para o crime, a verdade não consegue ser escondida nem por elas mesmas. Eu estou muito tocada pela brutalidade e pelas coincidências com o que vivi. Esse tipo de crime você jamais imagina que vai acontecer em sua família – disse Ana.
Ela disse também que toda a comoção gerada pelo caso deve ter um propósito e alguma mensagem que o Henry quer passar.
– Meu coração estava pedindo para [eu] fazer isso. Eu me coloquei no lugar dele. Escrevi que muitas pessoas estão neste momento mandando mensagens, assim como aconteceu comigo com a morte da minha filha. […] Expliquei para ele que essa comoção enorme que tem causado na vida das pessoas deve ter um propósito, seja para pressionar as autoridades por busca de Justiça e por alguma mensagem que o Henry quer passar. Todo esse caso tem me deixado bastante comovida – revelou Ana.
Ela também disse que não é possível comparar sua dor com a de Leniel, mas que ambas são enormes.
– Sabe o que é mais dolorido? Eu e Leniel entregamos os nossos filhos a quem deveria cuidar e zelar. Entregar um filho para [ele] nunca mais voltar é o que mais machuca, revolta. Não consigo explicar o tamanho dessa dor. No caso da Isabella, o pai foi o culpado. No do Henry, a mãe está presa como suspeita de participar da morte do próprio filho. Justo a mãe, que deu vida à criança. Eu sou da seguinte opinião: as dores não são comparáveis. Mas elas são enormes, imensuráveis – desabafou.
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