Em meio à pandemia de covid-19, o charmoso, tradicional e imprevisível Campeonato Paulista dá a largada na temporada 2021 neste sábado, com mais de um mês de “atraso”
Serão 86 dias de bola rolando até o dia 23 de maio, 110 partidas disputadas, sendo 16 rodadas para os finalistas, com o uso do VAR em todos os jogos, uma premiação de R$ 5 milhões ao campeão e R$ 1,5 milhão ao vice. O calendário atípico do futebol brasileiro ainda interfere nas datas das competições. Em meio à pandemia de covid-19, o charmoso, tradicional e imprevisível Campeonato Paulista dá a largada na temporada 2021 neste sábado, com mais de um mês de “atraso”. E com jogos da primeira rodada somente até 19 horas por causa das restrições de circulação impostas pelo governo estadual no combate ao novo coronavírus. A competição também não contará com presença de torcida nas arquibancadas.
Habitualmente, no fim de fevereiro as equipes já têm o destino no Estadual bem encaminhado. Alguns se preparando para as fases finais enquanto outros mostrando preocupação com a luta contra a queda. Desta vez, em meio à largada da Copa Libertadores e a decisão da Copa do Brasil de 2020, a competição começa com jogo do atual campeão Palmeiras adiado e alguns times precisando deixar o início do torneio de lado por “metas maiores”.
Novamente com 16 equipes, quatro grupos com quatro componentes e jogos na primeira fase apenas com os rivais das outras chaves, o Paulistão mantém o regulamento de anos anteriores. Serão 12 rodadas até conhecermos os oito classificados.
Nas quartas de final teremos 1.° x 2.° de cada grupo em jogo único, assim como nas semifinais. A definição dos finalistas será com o dono da melhor campanha enfrentando o 4.° e o 2.° mais bem colocado desafiando o 3.°. A vantagem é realizar o jogo único em casa. Empate leva a decisão aos pênaltis. Apenas a final será disputada em dois confrontos.
CAMPEÃO PALMEIRAS SÓ NA RODADA 2 – O Palmeiras é o atual campeão, mas não abre a competição pelo fato de a decisão da Copa do Brasil ocorrer nos próximos dois fins de semana. O duelo com o São Caetano foi adiado para o dia 11 de março e o time só estreia na segunda rodada, logo o clássico diante do arquirrival Corinthians.
O vencedor da edição passada chega forte na busca de mais uma conquista. Manteve o elenco campeão e, agora sob a batuta do técnico português Abel Ferreira vem se destacando pela força do conjunto. Não por acaso, vem mostrando regularidade e se destacando.
CORINTHIANS EM XEQUE – Único dos grandes do Estado a não ir para a Libertadores, o Corinthians é quem chega mais pressionado à competição. Sem dinheiro para contratações e com muitas peças fora dos planos, o técnico Vagner Mancini terá de, mais uma vez, se reinventar no clube.
O treinador promete utilizar muitos jovens da base em 2021, mas está ciente que precisará montar um esquema e um time forte para evitar as decepções da temporada passada. Finalista por quatro edições seguidas do Estadual, o Corinthians promete se superar mais uma vez. E nunca pode ser desprezado pois é o maior campeão do Estado com 30 taças.
SÃO PAULO DIFERENTE – Sob a direção do argentino Hernán Crespo, o São Paulo tentará acabar com o jejum de nove anos sem conquistas de títulos. Depois de ficar no quase no Brasileirão, o time do Morumbi muda de comando e aposta em um técnico com estilo ousado para retomar o caminho das conquistas já no Paulistão, que não vence desde 2005 com Emerson Leão.
A base foi mantida, na mescla entre jovens e atletas mais experientes. Crespo tentará ajustar alguns erros apresentados na reta final do Brasileirão e, com esquema variante, acredita poder resgatar o futebol que encantou o País em boa parte da competição passada. A meta é armar um São Paulo bastante ofensivo.
SANTOS DE CASA – Depois de dominar o Paulistão no começo do século, conquistando sete títulos entre 2006 e 2016, o Santos viu os rivais se destacarem e agora tenta retomar esse hegemonia. Sob a direção do estudioso e surpreendente Ariel Holan, a direção acredita que o vice-campeão da Libertadores tem tudo para brigar pelo taça.
O argentino costuma confundir seus rivais com esquema de jogo e a montagem do time titular de diversas formas. Sem grandes contratações, seguirá apostando na fórmula que deu certo com o antecessor Cuca: vai confiar nas jovens crias da base santista ao lado dos experientes Marinho, Soteldo e Pará. Em todas as conquistas do Santos seus Meninos da Vila foram decisivos e o investimento será ainda mais pesado nos pratas da casa em 2021.
INTERIOR E GRANDE ABC CHEGAM FORTE – Apesar de os grandes terem erguido as últimas seis taças, mais uma vez os times de fora da capital prometem chegar forte. Todo ano um pequeno surpreende, como o Mirassol em 2020. Com alto investimento, o Red Bull Bragantino é quem mais promete dar trabalho. Ainda mais se a diretoria conseguir confirmar a permanência de Claudinho. Depois de belo Brasileirão, o time de Bragança Paulista (SP) espera repetir a grande campanha da primeira fase de 2020. De cara, tentará repetir a bela atuação de semanas atrás contra o Corinthians.
O Santo André liderou o Paulistão de 2020 até a paralisação por causa da pandemia e promete repetir a dose mais uma vez sob a direção de Paulo Roberto Lopes. A questão será: conseguirá ser forte sem torcida e mandando jogos no estádio do Canindé, em São Paulo?
Dirigido por Pintado, a Ferroviária promete dar trabalho. “É um elenco muito forte”, garantiu o técnico. A Ponte Preta de Apodi e Camilo, apesar de remodelada, jamais deve ser desprezada, assim como Guarani e Mirassol. São Caetano e São Bento voltam ao Estadual dispostos a fazerem bonito. Ao menos em tradição, o Paulistão de 2021 é o que contará com os mais fortes times do interior e do ABC dos últimos anos.
Confira os grupos do Paulistão:
GRUPO A – Corinthians, Santo André, Inter de Limeira e Botafogo
GRUPO B – São Paulo, Ponte Preta, Ferroviária e São Bento
GRUPO C – Palmeiras, Red Bull Bragantino, Novorizontino e Ituano
GRUPO D – Santos, Mirassol, Guarani e São Caetano







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