Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense vai denunciar o caso ao Ministério Público
Por causa da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, a montadora de automóveis japonesa Nissan demitiu 398 funcionários de sua fábrica em Resende, no Sul Fluminense. O corte corresponde a mais de 15% do quadro de empregados.
De acordo com a empresa, o prazo da suspensão temporária do contrato de trabalho chegou ao fim na última sexta-feira (19), após um período de dois meses. As demissões são imediatas e foram comunicadas aos sindicatos.
A fábrica de Resende é responsável pela produção dos modelos March, Versa e Kicks, que custam entre R$ 59 mil e R$ 109,8 mil. A Nissan esclareceu que não há hipótese de novas demissões ao longo do ano.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) Luiz Carlos Moraes disse que a demanda de veículos caiu substancialmente e a velocidade da linha de produção é afetada por causa da segurança dos trabalhadores. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, afirmou que vai denunciar o caso ao Ministério Público:
– Nós negociamos com todo mundo, com Volkswagen, Peugeot etc., buscando saídas para mitigar esse momento difícil com a pandemia. Os cortes na Nissan surpreenderam o sindicato. E a coisa já começa errada com a Medida Provisória. Embora a MP 936 dê estabilidade, também permite a demissão do trabalhador se a empresa decidir pagar a multa, e isso é péssimo para os trabalhadores. A Nissan agiu de forma unilateral.







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