O presidente do Amazonprev, Evilázio Nascimento — irmão do presidente regional do PL, Alfredo Nascimento — tinha pleno conhecimento das graves fragilidades estruturais antes de autorizar o aporte de R$ 50 milhões em ativos de alto risco do Banco Master. A decisão do executivo do fundo amazonense faz parte do Relatório de Diligência nº 017/2025, que admite de forma cristalina que operações anteriores com a instituição de Daniel Vorcaro já haviam exposto “falhas de controle e processos”, exigindo revisões urgentes de transparência e conformidade legal. Mesmo diante desse diagnóstico interno de vulnerabilidade, a fundação atropelou os alertas e seguiu com o investimento milionário.
Este relatório oficial agora serve como peça central nas investigações da Polícia Federal, que apuram o escoamento de recursos previdenciários para papéis “podres”. A assinatura digital de Evilázio no documento confirma que a presidência validou a exposição ao Banco Master, cujos passivos bilionários e risco de crédito elevado fizeram com que grandes instituições nacionais recusassem operações semelhantes. O documento detalha que o Amazonprev seguiu adiante mesmo com o mercado emitindo sinais claros de instabilidade e insolvência da instituição emissora.
A gravidade do cenário é acentuada pela continuidade política no comando do fundo. Evilázio Nascimento foi indicado ao cargo pelo ex-governador Wilson Lima (União), mas permanece na cadeira por decisão do governador interino Roberto Cidade (União Brasil). Mesmo após a renúncia de Lima e as evidências documentadas de gestão temerária, a administração de Cidade optou por manter a mesma cúpula que chancelou o uso de R$ 50 milhões do patrimônio dos servidores estaduais em ativos sob suspeita e alvo de operações federais.




